sábado, 22 de abril de 2017

32ª Bienal de São Paulo- Itinerância: Incerteza Viva

  Furacões, desmatamento, inundações, rompimentos de barragens, guerras civis, maremotos, bombas, violência nas ruas, extinção de animais, queimadas... no fim, o que temos? Para onde vamos? O que acontecerá? É difícil para nós, humanos que se sentem como donos de todo esse mundo, pensarmos que não temos controle nem dos próximos milésimos de segundo, já que um acaso pode mudar absolutamente tudo. 
  No meio de todas as dúvidas inerentes aos humanos, a exposição- trazendo o lema de "Incerteza Viva" que estava exposta no Palácio de Artes de Belo Horizonte na primeira quinta-feira deste mês- pretende que reflitamos sobre como a vida é imprecisa. Para isso, logo no início da exposição, havia um vídeo mostrando um agrupamento de algumas catástrofes, transmitindo ao usuário o quão rápido o caminho da vida de um indivíduo pode mudar abruptamente, ou seja, sem avisos prévios. 
  A exibição também contava com obras de artistas estrangeiros, tal como esta de Carolina Caycedo:
A obra é um mapa que volta a discussão para as grandes obras infraestruturais, analisando os danos ambientais e sociais. Acaba servindo como base para esta outra que mostra esses danos:
Conta a importância do
"Rio Doce" para uma tri-
bo indígena.
  Estas outras obras mostram algumas das tradições orais de povos indígenas:
 
Conta a história das Cata-
ratas do Iguaçu na visão de
uma tribo Indígena.
     


  Além disso, em outro espaço, tinham objetos que se assemelhavam a outros existentes, mesmo assim não permitiam a afirmação de que realmente eram o que imaginávamos, enquanto outros presentes no mesmo espaço não viabilizavam uma assimilação instantânea.
  Em outro ponto, correspondente às obras a seguir, aparenta existir críticas sobre a forma que os humanos utilizam o meio ambiente, como se para cada "luxo" fossem desmatados inúmeros habitats causando a perda de vários animais e em cada espaço de vivência humana houvesse a presença- como uma forma de culpa- do que denegrimos.







Local: Av. Afonso Pena, 2336 - Centro, Belo Horizonte - MG, 30130-004, Brasil

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