quarta-feira, 31 de maio de 2017

Memorial Minas Gerais.

 O museu Memorial de Minas Gerais-Vale possui uma exposição permanente que remete à história mineira. Ele é constituído por 3 pavimentos que pretendem trazer uma experiência mais sensorial ao visitante, sendo que no primeiro conta-se um pouco da história de grandes artistas mineiros, enquanto o segundo associa-se à história e o terceiro atrela-se à cultura.

  A primeira sala que visitei foi a da Lygia Clark, o ambiente possui miniaturas de alguns projetos e um vídeo que conta um pouco de sua biografia e a história da sua arte. Em suma, configura-se como um lugar de apresentação dessa artista.

   No mesmo pavimento, há uma sala cheia de fotografias, muito bonitas por sinal, que mostram algumas cenas que chocam, tais como estas: 


  A miséria é mostrada tão nitidamente na segunda imagem que faz com que o expectador sinta o peso da vida dessas pessoas, sendo que o uso do preto e branco contribui para essa percepção.

  Caminhando ao fim dessa ala encontra-se uma porta que leva a outra sala que alude a Drummond, a composição da sala é incrível, uma vez que há estes manequins girantes e vestidos com paletó com trechos de poemas famosos e, também, há um áudio que recita os poemas. Eu, pelo fato de gostar muito da poesia de Drummond, senti-me muito bem nesse local, além do fato de que a composição resulta em uma experiência única.

  O que mais chamou a minha atenção no segundo pavimento foi a sala que conta a história da Inconfidência Mineira, visto que são usados estes quadros com a imagem de personagens importantes para esse evento histórico que o contam por meio do diálogo estabelecido. Outra característica interessante dessa ala é o fato das cadeiras permitirem que giremos para contemplar a história que se dá a partir da "conversa" dos quadros que estão nos 4 cantos da sala.





  Essa sala, em contraposição, que lembra uma casa de ópera, não me instigou a permanecer, porque, tirando o ambiente, não há algo que prenda a atenção.


  Neste espaço, é feita uma projeção de indígenas que contam a história das tribos que viviam no território mineiro.

  No terceiro pavimento, há uma sala com esse equipamento interativo. Contudo, ele não prende tanto a atenção, pois as luzes funcionam como botões (na configuração liga e desliga) e ele apenas emite alguns sons. No fim, acaba funcionando como um quadro branco que não abre tanto as possibilidades de composição.






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terça-feira, 30 de maio de 2017

Entre Nós: A Figura Humana no Acervo do Masp.

  No dia 19/05/2017, eu fui à exposição que está em cartaz, e ficará até o dia 26 do próximo mês, no CCBB-BH. Em suma, o foco da exposição é a representação da figura humana ao longo do tempo e isso é feito por meio do acervo que veio do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand).
  Algo bem interessante na estrutura do CCBB é que no térreo há um conjunto que remete ao que está sendo apresentado no andar de cima. Nessa exposição, há uma exposição embasada em como as pessoas percebem o mundo e representam as pessoas, sendo que os trabalhos expostos são feitos por participantes de centros culturais, tal como de um do bairro Barreiro situado em BH.


  Além disso, essa parte da exposição conta com algumas esculturas de corpos, conversando, novamente, com o conteúdo do andar superior.




  A exposição propriamente dita é dividida em 5 núcleos, sendo que cada um aborda determinado tema.
  O primeiro núcleo associa-se à representação de figuras divinas que se assemelham à forma humana. Tendendo a ocorrer uma aproximação entre as divindades e a humanidade.



 



  Esse quadro, particularmente, chamou a minha atenção por conta do uso da "luz e sombra", já que de longe parece que não foi feito apenas uso de tinta, mas também de algum vidro por conta do brilho que a estrutura branca ganhou. Eu realmente fiquei surpresa ao descobrir que o artista usou apenas tinta à óleo nessa representação.
  Já a segunda ala ficou encarregada de mostrar as representações ligadas a hierarquia social, uma vez que esses quadros não representam a pessoa com as suas particularidades, mas um esteriótipo associado à posição social que ela ocupa.







  A terceira ala, por sua vez, mostra a representação de corpos. Sendo que alguns deles repudiavam a moral e as convenções vigente na época e subvertiam-nas por meio das suas representações. Sobre esse quadro ao lado, mais uma vez, a minha atenção foi atraída para o uso da "luz e sombra", pois é simplesmente majestoso.




  Esse conjunto de esculturas encaminha para a quarta seção, destinada às ações, contudo também se associa à ala que está sendo exposta: corpo.
  Como dito acima, o quarto núcleo é associado às ações, mostram-se retratos com abordagens sociais, imagens coletivas...


  Enquanto, a última seção associa-se à linguagem artística do século XX e XXI, ou seja, da contemporaneidade. Nesse espaço, foram mostradas fotografias e algumas pinturas com outras características artísticas. 







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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Apropriação do Espaço com o Corpo.

   A apropriação do espaço é feita de diversas formas, desde às fixas e perenes, tal como a arquitetura, às móveis e intermitentes, o simples caminhar por determinado local. Nesse âmbito, também surgem atividades que se apropriam do espaço por meio da atividade corporal. Neste post, serão trabalhados os conceitos de Parkour, Deriva, Flaneur, Flash Mob, Rolezinho e Skateboarding. 
  O Parkour é uma atividade que se liga diretamente ao espaço, já que para o exercício da atividade deve-se ter apenas o corpo e o local, visto que os obstáculos presentes no meio são ultrapassados seguramente e rapidamente a partir de movimentos corporais sem o uso de outros equipamentos. Os participantes acabam, dessa forma, subvertendo a lógica inicial criada pelo planejador do percurso. Além de uma prática física, constitui-se como uma filosofia, uma vez que os participantes também acreditam que podem transpassar qualquer problema da ordem mental.

  A Deriva é uma prática ligada a conhecer os ambientes com a ausência de preconceitos. Para isso, o praticante anda sem pensar exatamente para onde, ou seja, deixa que o próprio ambiente encaminhá-lo, além de encontrar a autoconsciência por meio do espaço. Nesse contexto, ele acaba atribuindo um novo valor aos locais por onde passa. Já o Flaneur, caracteriza-se pela observação de cada ambiente sem a inserção do participante à paisagem. Com isso, vê que essa apropriação dá-se de forma mais "pacífica", pois os participantes atuam como observadores do meio, respeitando as limitações presentes.

                                                                    

  O Flash Mob é um evento marcado via redes sociais que une diversas pessoas, normalmente, que possuem similaridades, a fim de fazer alguma intervenção no meio, algo que seja impactante para os que estão vendo. Nesse caso, o próprio corpo vira uma atração. A prática de "rolezinho" é uma forma de Flash Mob que gerou muita polêmica no Brasil, pois acabou sendo associada ao vandalismo e aos arrastões, visto que é organizada, majoritariamente, por jovens de classe mais baixa, mostrando, assim, a discriminação vigente no território brasileiro. Nessa prática, a apropriação do espaço dá-se como uma espécie de protesto, uma vez que esses não foram construídos pensados em abarcar essa parte da população.

  Os praticantes de Skateboarding, assim como os de Parkour, utilizam os obstáculos presentes no ambiente. Com a popularização dessa prática que surgiu nos Estados Unidos, começaram a ser construídos locais que permitissem o exercício dela. Contudo, ainda é muito comum ver pessoas praticando-a em praças ou até mesmo nas calçadas, porque as pistas ainda não foram muito disseminadas pelas cidades. 
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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Stopmotion e Storyboard Embasados no Matrix.

  Na aula do dia 18 de maio, quinta-feira, foi proposto que explorássemos as ferramentas do Adobe Premiere e do InDesign produzindo um stopmotion e um storyboard embasados no filme Matrix.
  O meu resultado final ficou desta forma:



  Link para o storyboard: https://1drv.ms/b/s!AgKy17F9JlFah0OAVVbQpZ2LJ3Xt


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sábado, 6 de maio de 2017

Progresso do Objeto Interativo Programático Eletrônico II

  Em um post do meu blog, postei o progresso do meu objeto e expressei a ideia de eletrônica que eu estava pensando, tal como mostrado neste excerto: 
  "Enquanto, imagino que, para a minha inserção elétrica, colocarei leds nos centros dos triângulos e passarei o fio de cobre pelo lado de fora. O sistema será ligado por meio de contato, dependendo da configuração estabelecida, podendo ligar todos os leds, alguns ou nenhum. A bateria, por sua vez, que abasteceria o circuito seria móvel."
  No fim, acabei mantendo só a ideia de colocar os leds ao centro, uma vez que os meus fios, assim como a minha bateria, ficaram dentro dos triângulos. Já o sistema passou a ser ligado por meio da passagem do arame por determinados furos. 
  A estrutura unitária com a eletrônica ficou desta forma:
  
  No geral, meu objeto possui a interface reativa, já que, a partir da movimentação estabelecida pelo usuário, os leds podem ser ligados ou desligados. Por outro lado, há uma certa surpresa, pois, como dito acima, apenas alguns furos permitem que os sistema elétrico seja fechado e o indivíduo não sabe quais entradas resultam nesta situação.
  No entanto, o fato do led estar ao exterior torna o sistema frágil, pois a interação pode fazer com que ele desconecte-se dos fios internos. A fim de solucionar este problema, irei reposicioná-lo. 
  Ainda no âmbito do objeto, é válido ressaltar que ele apresenta uma certa combinatória, pois o utilizador pode reposicionar ou tirar os triângulos. Além de que, dependendo do furo que se conecta o arame e da inclinação que se dá ao sistema, cria-se uma nova forma. Outrossim, ele não possui mapeamento, visto que uma informação não se traduz em outra.
  A interativa estabelecida é do tipo não-interativa, pois já está premeditado o que acontecerá com o sistema elétrico. 
  Em outra esfera, esse conjunto ainda induz a interação pessoa-objeto mesmo que exista a possibilidade da interação de mais de uma pessoa. Dessa maneira, precisarei encontrar uma solução para o sistema ser mais chamativo para a interação simultânea entre mais de um usuário com o conjunto.


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