quinta-feira, 27 de abril de 2017

Análise acerca dos projetos de design interativo escolhidos em grupo.

  Hoje, dia 27/04/2017, apresentamos seminários em grupos sobre design interativo. Posteriormente, foi proposto-nos que postássemos análises críticas sobre os projetos apresentados. 
  Um dos projetos escolhidos pelo meu grupo foi o "Population Theatre" de Rafael Lozano-Hemmer:

  Ele ainda não foi concretizado, por conta disso não há como retratar experiências dos usuários. Todavia, é possível analisá-lo. 
  A proposta é que a estrutura represente- sendo assim, é um objeto representativo- um teatro, onde os expectadores ficarão ao centro e as projeções serão passadas onde usualmente se encontrariam os assentos. Essas projeções serão feitas por usuários, que interagirão com monitores, sem saber qual será o produto final imediatamente, uma vez que esses criadores ficarão atrás da exibição. Desse modo, percebe-se que a interface, assim como a interação, não é dialógica, já que não possibilita que haja uma interação perdurável entre o objeto, os "criadores" e os telespectadores. Outrossim, também não podem ser consideradas proativas, uma vez que não há uma resposta da peça propriamente da peça. Por fim, conclui-se que o objeto é reativo, visto que apenas responde aos estímulos. Mesmo assim, caracteriza-se como programático. 
  Ademais, no âmbito tecnológico configura-se como digital com a sua virtualidade limitada. A interatividade, por sua vez, é majoritariamente entre o "criador" e a peça, pois eu penso que a obra não chamará tanto a atenção do telespectador, já que ele não participará ativamente do conjunto.

  O outro projeto é chamado de "You Fade To Light" e foi criado por um grupo chamado rAndom International. O vídeo que apresenta o trabalho chama muito a atenção, porque mostra a interação por meio de dançarinos: 
  Porém, a interação entre o usuário e o projeto, configura-se-ia, provavelmente, mais próximo disto, pois a plataforma não instiga a perduração da interação:

  A plataforma e a interação são reativas, já que, por meio de sensores de movimento, as luzes apagam-se e um espelho aparece. Apesar disso, o objeto é programático. 
  

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Reflexão sobre a pergunta criada em grupo.

  A pergunta do meu grupo foi esta: "Qual seria o meio de incentivar a realização de projetos arquitetônicos integralmente virtuais?". Na própria pergunta há um erro de coerência, uma vez que não é possível "realizar" (tornar real) um projeto virtual. Além disso, não é viável a produção de um projeto integralmente virtual, visto que, na própria formulação, já são retiradas algumas possibilidades. Por conta desses fatores, vou reformulá-la, deixando-a desta maneira: "Qual seria o meio de incentivar a produção de projetos arquitetônicos virtuais?".
  É sabido que os projetos "reais" são mais fáceis de serem planejados, pois a virtualidade requer um maior cuidado na criação, porque um descuido pode causar uma grande limitação. Ademais, frequentemente, determinar possibilidades utilizando a finalística torna a produção mais prática e menos demorada (este talvez seja um dos maiores problemas, uma vez que, normalmente, os criadores possuem um prazo curto para refletir sobre um projeto). Dessa maneira, vê-se que a reflexão proposta é válida.
  Então, como seria possível convencer os arquitetos a colocar a virtualidade como uma constante em seus trabalhos?
  Bem, eu acredito que ao mostrar, tanto ao profissional como ao cliente, os benefícios criados pela virtualidade, ou seja, a maior liberdade que é dada ao usuário, já seja uma maneira de persuadi-los. Todavia, também seria pertinente iniciar a conversa sobre esses meios na faculdade, a qual é responsável por grande parte da formação dos criadores, já que, desde o início, os profissionais saberiam o quão proveitoso é, para os utilizadores, ter contato com um local virtual.

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sábado, 22 de abril de 2017

32ª Bienal de São Paulo- Itinerância: Incerteza Viva

  Furacões, desmatamento, inundações, rompimentos de barragens, guerras civis, maremotos, bombas, violência nas ruas, extinção de animais, queimadas... no fim, o que temos? Para onde vamos? O que acontecerá? É difícil para nós, humanos que se sentem como donos de todo esse mundo, pensarmos que não temos controle nem dos próximos milésimos de segundo, já que um acaso pode mudar absolutamente tudo. 
  No meio de todas as dúvidas inerentes aos humanos, a exposição- trazendo o lema de "Incerteza Viva" que estava exposta no Palácio de Artes de Belo Horizonte na primeira quinta-feira deste mês- pretende que reflitamos sobre como a vida é imprecisa. Para isso, logo no início da exposição, havia um vídeo mostrando um agrupamento de algumas catástrofes, transmitindo ao usuário o quão rápido o caminho da vida de um indivíduo pode mudar abruptamente, ou seja, sem avisos prévios. 
  A exibição também contava com obras de artistas estrangeiros, tal como esta de Carolina Caycedo:
A obra é um mapa que volta a discussão para as grandes obras infraestruturais, analisando os danos ambientais e sociais. Acaba servindo como base para esta outra que mostra esses danos:
Conta a importância do
"Rio Doce" para uma tri-
bo indígena.
  Estas outras obras mostram algumas das tradições orais de povos indígenas:
 
Conta a história das Cata-
ratas do Iguaçu na visão de
uma tribo Indígena.
     


  Além disso, em outro espaço, tinham objetos que se assemelhavam a outros existentes, mesmo assim não permitiam a afirmação de que realmente eram o que imaginávamos, enquanto outros presentes no mesmo espaço não viabilizavam uma assimilação instantânea.
  Em outro ponto, correspondente às obras a seguir, aparenta existir críticas sobre a forma que os humanos utilizam o meio ambiente, como se para cada "luxo" fossem desmatados inúmeros habitats causando a perda de vários animais e em cada espaço de vivência humana houvesse a presença- como uma forma de culpa- do que denegrimos.







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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Visita ao Inhotim.

  No dia 21/04/2017, fizemos uma visita ao Inhotim e, a partir de uma proposta lançada na aula de AIA, tivemos que, em grupo, escolher, visitar e analisar uma galeria. O meu grupo- composto por Gustavo, Isabella, Joyce, Larissa, Sabrina e Vanessa- escolheu refletir acerca da galeria da Lygia Pape. 
  Essa galeria é uma das mais próximas da recepção e o caminho até ela- com uma trilha de pedras rodeada por árvores- não é difícil de ser encontrado. Ao final da trilha, há o prédio que foi desenhado para a obra, o qual você não consegue entender qual foi a motivação do arquiteto, já que as paredes são meio convexas e inclinadas, enquanto a entrada é um paralelepípedo que é uma figura com ângulos retos, porém imagina-se que a estrutura esteja associada com a obra que está dentro.   

   Entrando no prédio, você pode optar por dois caminhos e, conforme você vai adentrando o corredor, começa a escurecer- o que é muito positivo, pois faz com que a sua visão acostume-se com a escuridão fazendo com que a contemplação da obra seja otimizada. 
  Um pouco da luminosidade só retorna quando chega-se na porta de entrada da exposição. Com isso, não há a necessidade de avisar por meio de uma placa que chegamos ao destino, pois a própria obra notifica-nos. 
 
  A obra é composta por fios metálicos ligados do chão ao teto, mas, inicialmente, cheguei a pensar que as estruturas eram fruto de feixes de luz. Todavia, seria mais interessante se não houvesse a plataforma que funciona com uma "base" para a estrutura, pois, dessa forma, seria proporcionado várias outras visões da criação.

  Após a visita, percebe-se que o formato externo do prédio não acrescenta na obra, já que internamente há um cubo que comporta a sala da produção. Além disso, os corredores não permitem que percorramos a galeria toda externamente, sendo que no corredor, após a porta, há uma parede, sendo que seria muito agradável se houvesse uma passagem no local, já que integraria os dois corredores e, consequentemente, o prédio. 





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terça-feira, 18 de abril de 2017

Complementação de "Seria possível substituir a arquitetura pelas roupas?".

  Inicialmente escrevi este texto expondo as minhas ideias:  "A roupa, assim como a arquitetura, exerce a função de proteção e também pode configurar-se como uma forma de arte. Na discussão estabelecida na última aula, foi proposto pensar sobre a possibilidade de substituir a arquitetura pelas roupas. Para responder esse questionamento, pode-se começar pensando que o ser humano é um animal social- tal como descrito no pensamento aristotélico e afirmado pelo sociólogo Karl Marx-, ou seja, necessita relacionar-se com outros indivíduos. A arquitetura, nesse cenário, proporciona um local harmônico onde essas relações podem ocorrer, mesmo que haja a possibilidade de essas surgirem no meio virtual, contudo, sabe-se que a virtualidade não supre a necessidade de ter-se um local para o convívio social, uma vez que não é possível utilizar os cinco sentidos conjuntamente sem que haja uma arquitetura atada. Além disso, as vestimentas não fornecem um local unificado onde as atividades- tal como cozinhar, dormir confortavelmente, banhar-se, etc.- que contribuem para o funcionamento das funções vitais do ser humano possam ser realizadas. Por fim, a roupa não seria capaz de fazer uma cabana segura e ao mesmo tempo espaçosa para o ser humano. Sendo assim, a substituição não poderia ser realizada."
  A partir da discussão feita na aula do dia 10/04/2017, continuo defendendo a ideia de que a substituição não pode ser realizada, já que as escalas das roupas e da arquitetura são diferentes e, portanto, não exercem os mesmo papéis, pois a roupa, por si só, não possibilita um espaço que proteja e permita que as relações sociais ocorram, visto que se permitisse esse feito a estrutura deveria ser muito grande e acabaria assemelhando-se às obras arquitetônicas, como uma construção de tecido, Ademais, eu penso que os indivíduos precisam de um lugar para ficar sozinhos a fim de permitir que reflexões sejam feitas e, normalmente, a roupa não permite uma evasão do lugar.
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Progresso do Objeto Interativo Programático.

  O meu primeiro objeto era muito representativo e finalístico, já que, em meu protótipo, eu fiz uma espécie de jogo que tinha como objetivo o fechamento do pen-drive (um dos objetos que conectei na "rede de objetos") usando a extensão (o outro objeto que conectei) a qual passava por dentro do vaso de flor (objeto conectado ao meu) para levar o pen-drive à sua tampa localizada em cima do adaptador de tomadas (meu objeto). Hoje, não o tenho mais, pois desmontei-o após entender que o objetivo do trabalho não era criar apenas um objeto interativo, mas um que fosse também programático.
  Já a partir do meu segundo objeto, tentei transmitir as características fundamentais da minha "rede de objetos", ou seja, a possibilidade de armazenar informações, modificá-las, exclui-las, porém com um limite (tal como o pen-drive) e a conectividade e adaptabilidade (adaptador de tomadas e extensão). Desse modo, criei este objeto interativo:
                                                             
  Contudo, acabei limitando um pouco da interação por meio da base que só possibilitava que o usuário usasse a minha criação em um sentido. Além disso, o "pote" de papel paraná que se assemelha a uma coroa, continha alguns "pingentes" que poderiam ser passados pelo emaranhado de arame, o qual teria a possibilidade de ser moldado pelo desfrutador, remetendo à lógica de adição, entretanto eu ainda não estava satisfeita com isso.
  Com o intuito de retirar a base, reformulei o meu protótipo, deixando-o assim:
 
  Acabei trocando os "pingentes" pelos triângulos que permitiam a mesma ideia, todavia integram-se a toda estrutura. 
  Enquanto, imagino que, para a minha inserção elétrica, colocarei leds nos centros dos triângulos e passarei o fio de cobre pelo lado de fora. O sistema será ligado por meio de contato, dependendo da configuração estabelecida, podendo ligar todos os leds, alguns ou nenhum. A bateria, por sua vez, que abasteceria o circuito seria móvel.
 A partir das críticas feitas pelo meu grupo na aula de hoje, 17/04/2017, pensei em fortalecer os triângulos, deixando-os mais espessos, "esconder" os fios de cobre nas estruturas, inserir mecanismos que vibram e emitem sons.

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Evento Cultural: Exposição de Miguel Aun, CâmeraSete-BH.

  No dia 06/04/2017, fiz uma visita à exposição do fotógrafo Miguel Aun na CâmeraSete, em suma a exposição é uma forma de homenagear o fotógrafo que fez retratos do cotidiano mineiro apresentando algumas fotografias do seu repertório.
  Logo na entrada da exposição, há uma parede repleta de quadros de janelas que lembram as construções mais antigas das cidades. A forma de agrupamento das obras é muito agradável, suponho que seja por conta da simetria que a compõe. Pelo fato de estar no início da exposição, é possível inferir que entraremos no lar das pessoas e, metaforicamente, é o que acontece, pois o foco da exibição são as ações usuais que remetem à história e ao cotidiano dos mineiros. 
  
   A percepção por meio dessas lentes é simplesmente incrível, pois faz com que consigamos admirar uma imagem- vista frequentemente com banalidade e com rapidez devido ao ritmo frenético da vida da nossa geração-, já que ela transmite beleza e consegue causar a sensibilidade nos usuários.


  Nesta parede da exposição, há algumas fotografias relacionadas ao trem, o qual foi muito importante para o progresso econômico, já que possibilitava o escoamento de produtos para os outros estados que viabilizavam a dispersão para o restante do globo, principalmente, na época colonial, mas é usado até hoje em menor escala. Além da possibilidade do deslocamento humano pelo nosso país. Devido à importância atribuída a esse meio de transporte, no âmbito linguístico, essa palavra ainda é utilizada, uma vez que qualquer coisa para os mineiros é chamada de "trem".

   Já no segundo piso da exposição, há informações sobre um pouco da vida do fotógrafo e alguns equipamentos usados por ele ao longo dos anos, o que é bem interessante, uma vez que dá para ver a transição histórica dos dispositivos que ele usava para fotografar e "cuidar" das imagens.



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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Análise do documentário "Um Lugar ao Sol".


  O documentário "Um Lugar ao Sol" entrevista moradores de coberturas e pede-lhes que descrevam qual é o sentimento de morar nesse local. Sem apresentar diretamente a opinião do diretor do documentário, é possível perceber, por meio de algumas imagens, críticas feitas por ele acerca da situação apresentada.
  Em meio às entrevistas, dá para constatar nitidamente a discrepância existente entre as classes mais abastadas e as menos, não apenas pela altura que permite que as pessoas tenham mais visão do todo (cidade) ou pelos luxos, mas, principalmente, pelo alto distanciamento afetivo entre os moradores de coberturas e os demais, uma vez que é até surpreendente a forma que uma entrevistada vê os tiroteios, dizendo: "É lindo! Nós temos fogos (de artifício) quase que diariamente. É lindo, super bonito. É meio trágico, mas muito bonito", ou seja, a empatia com as pessoas que estão sofrendo com esse tipo de evento não existe. As balas, com todo o desespero de quem está nas proximidades, acabam tornando-se um mero espetáculo. 
  Outra moradora também associa morar na cobertura em estar "mais perto de Deus", dizendo que, naquela altura, as preces dela eram ouvidas rapidamente. Dessa forma, acaba também acentuando a disparidade pessoal entre os indivíduos. Em uma cena posterior, um morador compara a cobertura com a primeira classe e o restante com a "senzala" (classe econômica)- já mostrando um olhar preconceituoso, visto que essa palavra possui uma conotação não muito boa no cenário brasileiro- de um voo.
  Nesse documentário, percebe-se a consolidação do arquétipo da pirâmide, o qual possui o valor semântico de dominação pela ampla visão que é adquirida nessa altura, o ver "tudo", que gera uma sensação de poder. Além da segregação que separa os indivíduos, o outro problema é que esses entrevistados são influentes na política nacional, ou seja, pela visão descabida, vê-se o porquê de algumas alterações nas políticas sociais serem tão difíceis de serem concretizadas, já que deduz, por meio da postura deles, que a compreensão emocional e o colocar-se na situação do outro não são condutas aplicadas frequentemente.
  Por fim, é possível dizer que o teor do documentário é fantástico, visto que possibilita que os espectadores aumentem a consciência de como a desigualdade social é presente no território brasileiro e mobilizem-se prezando pela diminuição do desnivelamento entre os cidadãos. 

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Percepção: Virtual X Presencial.

  Por meio de uma proposta realizada pelos professores de AIA, fomos convidados a visitar, através da ferramenta "Street View" do Google Maps, as imediações do Parque Municipal Renné Giannetti para depois observar como funciona presencialmente esse lugar.
  Nessa atividade, interessei-me por estes 3 pontos:
  1º Encontro da Avenida Carandaí com a Avenida Afonso Pena: o motivo para esse interesse foi à inserção da faixa para ônibus "move" e a presença de uma grade de proteção (colocada ao longo dos anos). A primeira é importante para otimizar o tempo gasto pelo transporte público e a segunda por evitar que os pedestres passem fora da faixa, diminuindo o número de acidentes consequentemente, já que a avenida torna-se um lugar perigoso para esses indivíduos devido ao alto fluxo de automóveis. Contudo, hoje, essa grade não está mais presente no local.
  Como a apropriação social do espaço caracteriza-se majoritariamente pelo "ir e vir" e, em escala bem reduzida, pelo comércio, é bem relevante que a área seja agradável. Isto é proporcionado por meio da presença de muitas árvores (foi aumentando ao longo dos anos, fato percebido por meio das imagens disponíveis no Street View) e pelo formato de alguns postes de luz. A combinação desses fatos acaba harmonizando o espaço.
  2º Avenida Carandaí: Nessa avenida, há a presença de uma mão inglesa inserida há alguns anos. Pela observação virtual, deduzi que um dos fatos negativos seria a possibilidade de confundir os pedestres- principalmente, os turistas, uma vez que se trata das imediações do Parque Municipal e, por conseguinte, recebe uma alta taxa de pessoas que não habitam BH. 
  3º Avenida Afonso Pena em frente ao ponto 2: Eu peguei este ponto, porque supus que deveria ter acontecido alguma alteração por conta da inserção da mão inglesa. Nesse caso, a solução foi fazer uma elevação (parecida com a de uma calçada) para separar os carros que subiriam a Avenida Carandaí dos que prosseguiriam na Avenida Afonso Pena, impedindo que os carros que estivessem do lado esquerdo da avenida decidissem de última hora que queriam virar, atrapalhando toda a mobilidade urbana e houve também a mudança do local que a faixa de pedestre foi colocada.
  Sobre o segundo e terceiro ponto, pude concluir, presencialmente, que a alteração da faixa tornou a travessia conturbada, visto que há a necessidade de atravessar por cerca de 7 faixas, as quais têm o fechamento do semáforo para pedestres bem curto, para chegar ao Parque Municipal partindo do sudoeste da Avenida Afonso Pena. Dessa forma, pude perceber que o quê se preza no local é o tráfego de automóveis. 
  Essa visita presencial foi de extrema importância, pois eu não consegui enxergar por meio da virtualidade que seria tão complicado atravessar a rua a fim de chegar ao Parque Municipal. 
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sábado, 8 de abril de 2017

Evento Cultural: Objeto Vital, Los Carpiteros.

 No dia 03/04/2017, segunda-feira, visitei a exposição “Objeto Vital” dos Los Carpinteros no CCBB-BH. Em uma sala na entrada do museu, havia uma pequena oficina, destinada majoritariamente ao público infantil, que remetia ao conjunto de obras que estava no 3º piso, já que ela instigava a construção de objetos utilizando palitos de churrasco, de picolé e borrachinhas que serviam para juntar a estrutura, depois, esses poderiam ser colocados em fios em uma área da sala e, mesmo “prontos”, possibilitavam a interação das pessoas, que podiam modificar os palitos encaixados. Ademais, tinham alguns protótipos de ferramentas, tais como martelos, serras e pregos. Além de algumas peças que possibilitavam a montagem de outros objetos.
 A exposição localizada no 2º andar foi resultado de uma discussão na ilha cubana na década de 1990, pois os cidadãos cubanos enfrentavam uma crise econômica e a arte passou a ser sucateada até ser iniciada a discussão sobre a função social do artista realizada por intermédio do professor René Francisco Rodríguez. Nesse contexto, o grupo Los Carpinteros, inicialmente sem esse nome, começa a produzir.
  No princípio, eles utilizavam madeira como recurso estético e essa fase inicial foi o foco da ala “Objeto Vital”. Logo na entrada da exposição, a primeira obra que aparece é esta: 

  É uma construção, muito bonita por sinal, que remete um pouco à lógica programática, visto que se fosse usada em algum lugar que possibilitasse a interação, os nichos e a própria forma poderiam ser usados de várias maneiras. Além disso, o projeto lembra a carpintaria, aludindo à forma estética inicial. Também é interessante frisar que há um alto nível de detalhamento, como mostrado nesta imagem:
Vista interna da construção.
Seguindo a lógica de uso de madeira, algumas esculturas também foram feitas, tal como esta: 
Não é um representação fidedigna de um animal, mas uma associação, tal como algumas esculturas egípcias.

 A exposição também possui alguns quadros que aparentemente possuem a missão de criticar, como estes:
   Supostamente, a crítica dessa obra concentra-se na limitação que o trabalho pode proporcionar ao campo de visão, representado pelo compasso.
   No âmbito da estética, os objetos representados são muito realistas, chegando a dar a noção de que foram colados, não pintados.



Já esta obra apresenta várias fornalhas que, ao invés de consolidar a estrutura de objetos, destrói-os  

 Enquanto, essa obra, com a legenda "la reconstrucción del lugar del crímem" (a reconstrução do lugar do crime), aparenta mostrar que o trabalho foi um dos motivos da morte de alguém ou simplesmente é uma representação literal da frase, uma vez que contém uma construção e tinta vermelha (sangue) com uma cruz.



  Essa escultura é uma crítica ao aprisionamento de animais, feito em algumas casas e em zoológicos, onde esses seres vivos tornam-se objetos de contemplação.
















  Essa obra feita de madeira assemelha-se a um prédio e ao mesmo tempo é dotada de gavetas, as quais causam um certo desconforto, uma vez que instigam a vontade de interagir com o produto, porém, nessa exposição, é retirada essa possibilidade.









  Ainda trabalhando a ambiguidade de um objeto, tem-se esse quadro que se assemelha a um prédio e também a gavetas onde são guardados corpos de pessoas mortas no cemitério.









 A exposição também contava com uma ala de críticas, onde podiam ser encontradas obras como estas:
O quadro apresenta a pele de uma cobra coral onde se pode en
contrar o nome de alguns partidos políticos.


Ainda sobre a crítica à democracia, há essa construção que se
assemelha a uma sede de governo.










































Já nesta escultura pode-se ver uma crítica às propagandas que
ficam nos outdoors, umas vez que algumas mostram tanta bobagem
quanto esse texto.



















Este quadro aparenta representar uma cidade com muitos prédios,
a crítica concentra-se na forma de representação: um monte de
pedra sem particularidades.
Além disso a exposição também contava com objetos produzidos a partir da modelagem paramétrica e um objeto representando a técnica de "waffle".



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