O museu Memorial de Minas Gerais-Vale possui uma exposição permanente que remete à história mineira. Ele é constituído por 3 pavimentos que pretendem trazer uma experiência mais sensorial ao visitante, sendo que no primeiro conta-se um pouco da história de grandes artistas mineiros, enquanto o segundo associa-se à história e o terceiro atrela-se à cultura.
A primeira sala que visitei foi a da Lygia Clark, o ambiente possui miniaturas de alguns projetos e um vídeo que conta um pouco de sua biografia e a história da sua arte. Em suma, configura-se como um lugar de apresentação dessa artista.
No mesmo pavimento, há uma sala cheia de fotografias, muito bonitas por sinal, que mostram algumas cenas que chocam, tais como estas:
A miséria é mostrada tão nitidamente na segunda imagem que faz com que o expectador sinta o peso da vida dessas pessoas, sendo que o uso do preto e branco contribui para essa percepção.
Caminhando ao fim dessa ala encontra-se uma porta que leva a outra sala que alude a Drummond, a composição da sala é incrível, uma vez que há estes manequins girantes e vestidos com paletó com trechos de poemas famosos e, também, há um áudio que recita os poemas. Eu, pelo fato de gostar muito da poesia de Drummond, senti-me muito bem nesse local, além do fato de que a composição resulta em uma experiência única.
O que mais chamou a minha atenção no segundo pavimento foi a sala que conta a história da Inconfidência Mineira, visto que são usados estes quadros com a imagem de personagens importantes para esse evento histórico que o contam por meio do diálogo estabelecido. Outra característica interessante dessa ala é o fato das cadeiras permitirem que giremos para contemplar a história que se dá a partir da "conversa" dos quadros que estão nos 4 cantos da sala.
Essa sala, em contraposição, que lembra uma casa de ópera, não me instigou a permanecer, porque, tirando o ambiente, não há algo que prenda a atenção.
Neste espaço, é feita uma projeção de indígenas que contam a história das tribos que viviam no território mineiro.
No terceiro pavimento, há uma sala com esse equipamento interativo. Contudo, ele não prende tanto a atenção, pois as luzes funcionam como botões (na configuração liga e desliga) e ele apenas emite alguns sons. No fim, acaba funcionando como um quadro branco que não abre tanto as possibilidades de composição.
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