A roupa, assim como a arquitetura, exerce a função de
proteção e também pode configurar-se como uma forma de arte. Na discussão
estabelecida na última aula, foi proposto pensar sobre a possibilidade de substituir
a arquitetura pelas roupas. Para responder esse questionamento, pode-se começar
pensando que o ser humano é um animal social- tal como descrito no pensamento
aristotélico e afirmado pelo sociólogo Karl Marx-, ou seja, necessita
relacionar-se com outros indivíduos. A arquitetura, nesse cenário, proporciona
um local harmônico onde essas relações podem ocorrer, mesmo que haja a possibilidade
de essas surgirem no meio virtual, contudo, percebe-se que a virtualidade não
supre a necessidade de ter-se um local para o convívio social, uma vez que não
é possível utilizar os cinco sentidos conjuntamente sem que haja uma
arquitetura atada. Além disso, as vestimentas não fornecem um local unificado
onde as atividades- tal como cozinhar, dormir confortavelmente, banhar-se, etc.-
que contribuem para o funcionamento das funções vitais do ser humano possam ser
realizadas. Por fim, a roupa não seria capaz de fazer uma cabana segura e ao
mesmo tempo espaçosa para o ser humano. Sendo assim, a substituição não poderia
ser realizada.
sexta-feira, 17 de março de 2017
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