sexta-feira, 17 de março de 2017

Seria possível substituir a arquitetura pelas roupas?

 A roupa, assim como a arquitetura, exerce a função de proteção e também pode configurar-se como uma forma de arte. Na discussão estabelecida na última aula, foi proposto pensar sobre a possibilidade de substituir a arquitetura pelas roupas. Para responder esse questionamento, pode-se começar pensando que o ser humano é um animal social- tal como descrito no pensamento aristotélico e afirmado pelo sociólogo Karl Marx-, ou seja, necessita relacionar-se com outros indivíduos. A arquitetura, nesse cenário, proporciona um local harmônico onde essas relações podem ocorrer, mesmo que haja a possibilidade de essas surgirem no meio virtual, contudo, percebe-se que a virtualidade não supre a necessidade de ter-se um local para o convívio social, uma vez que não é possível utilizar os cinco sentidos conjuntamente sem que haja uma arquitetura atada. Além disso, as vestimentas não fornecem um local unificado onde as atividades- tal como cozinhar, dormir confortavelmente, banhar-se, etc.- que contribuem para o funcionamento das funções vitais do ser humano possam ser realizadas. Por fim, a roupa não seria capaz de fazer uma cabana segura e ao mesmo tempo espaçosa para o ser humano. Sendo assim, a substituição não poderia ser realizada.

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